Paris Fenômeno excepcional, o nascimento de siameses, gêmeos cujos corpos estão unidos, como as irmãs iranianas falecidas ontem em uma cirurgia para tentar separá-las, são a consequência de uma anomalia do desenvolvimento embrionário e de uma complicação da gravidez de gêmeos monozigóticos. A frequência de nascimento de siameses é de um para cada 75.000, ou seja, 1% dos nascimentos de gêmeos monizigóticos, os verdadeiros gêmeos.
O fenômeno é ainda mais raro quando, graças às ultra-sonografias feitas sistematicamente em muitos países desenvolvidos, a maioria dessas malformações é diagnosticada precocemente, sendo possível interromper de forma voluntária a gestação. Além disso, a maioria dos anúncios de nascimento de siameses acontece em países medicamente subequipados.
No geral, os dois irmãos são completos e unidos por uma zona precisa, o tórax (70%), o osso sacro (18%), a região pélvica (6%) ou a cabeça (2%).
Atribuída à divisão incompleta de um óvulo único, a malformação que afeta os gêmeos pode resultar também, em alguns casos, em uma fusão parcial do que, em princípio, deveriam ser dois embriões distintos.

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