Jerusalém Israel, que não pode manter para sempre sob a ocupação 3,5 milhões de palestinos, deve empreender todos os esforços para alcançar um acordo político, afirmou ontem o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon aos deputados de seu partido político, o Likud, de direita.
''Acho que a idéia de manter sob a ocupação 3,5 milhões de palestinos é a pior coisa para Israel, para os palestinos e para a economia do Estado hebreu'', frisou o primeiro-ministro em declarações transmitidas pela rádio pública.
Assim, Sharon tentou responder às críticas feitas por deputados e ministros do Likud reunidos no Parlamento no dia seguinte à aprovação por seu gabinete do plano internacional que prevê a criação de um Estado Palestino.
''Atualmente há 1,8 milhão de palestinos assistidos por organizações internacionais. Querem que nos encarreguemos dessa assistência médica e educativa?'', acrescentou Sharon, numa indagação dirigida aos que criticavam o sinal verde dado para a criação de um Estado palestino.
''O controle exercido sobre os palestinos não pode durar indefinidamente. Querem que fiquemos para sempre em Jenin, Nablus, Ramallah e Belém? Não acho que seja o que há de melhor para fazer'', acrescentou o primeiro-ministro.

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