O ministro do Exterior israelense, Shimon Peres, disse que o relatório Mitchell deveria ser adotado na íntegra e que as negociações de paz devem recomeçar em breve. ‘‘Isto deve ocorrer nos próximos dias. Caso contrário, o valor do relatório irá se dissipar’’, afirmou.
O enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, disse após um encontro ontem com Arafat que o congelamento nos assentamentos ‘‘tornaria mais fácil para ele (Arafat) acalmar a situação’’.
Sharon afirmou que seu governo se compromete a não construir novos assentamentos, mas teria de expandir os existentes para acomodar o crescimento natural da população.
Mesmo que Sharon abandone sua teimosa recusa em parar a construção em assentamentos, isto acarretaria um alto custo político para ele. O ministro israelense de Infra-Estrutura, Avigdor Lieberman, do partido ultranacionalista Israel Beitenu, disse que se Sharon tomar tal decisão, ‘‘não vejo como poderemos continuar a servir no governo’’.
O ministro de Segurança Interna, Uzi Landau, do Partido Likud, de Sharon, disse que os militares israelenses deveriam bombardear áreas palestinas dia e noite.
‘‘Quero ver o povo de Arafat e o povo da Autoridade Palestina constantemente sem tempo para planejar qualquer coisa, buscando abrigo e pagando o preço’’, afirmou Landau.
O relatório Mitchell pede também a retomada da cooperação de segurança, mas os palestinos disseram que isso não pode ocorrer até que um acordo de paz seja assinado.

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