Shimon Peres defende uso da força
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domingo, 20 de maio de 2001
Das agências internacionaisDe Moscou e Jerusalém 
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, desembarcou ontem em Moscou para um encontro hoje com o presidente russo Vladmir Putin onde irá discutir o recente agravamento do conflito entre israelenses e palestinos. Contudo, em entrevista concedida no aeroporto, Peres defendeu o uso da força contra os palestinos.
Não tomamos nenhuma medida por iniciativa própria. Reagimos de acordo com as ações palestinas contra Israel, que são muito cruéis e agressivas, disse o ministro israelense. Peres espera encontrar uma solução para a atual crise com ajuda dos líderes russos. Tomaremos todas as medidas (possíveis) para evitar que a atual situação se transforme numa guerra, disse.
Com relação à declaração da Liga Árabe que no sábado recomendou a todos os governos árabes cortarem o contato político com Israel, Peres disse que a decisão é muito desanimadora, porém, acrescentou que nada é capaz de desestimular os esforços israelenses pela paz.
Em Jerusalém, o Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou uma nota onde Peres diz que a paz deve ser construída de forma contínua e com diálogo incessante. Em Oslo (sede dos acordos palestino-israelense de 1993 que sustentam o processo de paz) se estabeleceu resolver todos os problemas com o diálogo e na mesa de negociações, sem recorrer ao terrorismo e à violência, assim deve ser, acrescenta a nota.
Junto com os EUA, a Rússia é uma das nações patrocinadoras do processo de paz no Oriente Médio, porém, tem desempenhado até agora um papel muito menor que os norte-americanos. Peres, que foi ex-primeiro-ministro de Israel, tem destacado frequentemente que na era pós-soviética, a Rússia tem sido uma força construtiva no Oriente Médio e que sua polícia complementa a dos EUA.
Ontem, Israel reforçou as medidas de segurança em Jerusalém e na linha verde, que separa o país dos territórios palestinos, em alerta após o atentado suicida de sexta-feira em Netanya, norte de Tel Aviv, que provocou seis mortos, mas também pela comemoração do Dia de Jerusalém.
O premier israelense Ariel Sharon assistiu aos festejos do Dia de Jerusalém que estabelece, segundo o calendário hebreu, a ocupação e anexação por Israel da parte oriental da cidade santa em 1967, não reconhecidas pela comunidade internacional.


