Sharon terá problemas após as eleições
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terça-feira, 28 de janeiro de 2003
Christian Chaise<br>France Presse 
Jerusalém O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon está certo de que permanecerá no poder depois das eleições legislativas que serão realizadas hoje, em Israel, mas corre o risco de deparar-se com uma limitada maioria da direita, possibilidade que quer evitar. Mesmo porque isso significaria instabilidade governamental e problemas com Washington.
Três pesquisas publicadas ontem antecipam uma ampla vitória de seu partido, o Likud, que obteria entre 30 e 33 cadeiras, contra 19 no atual parlamento, distante do partido Trabalhista, que conseguiria 18 ou 19 deputados, um retrocesso em comparação aos 25 eleitos de 1999.
Mas para Sharon poderia ser uma vitória ''pírrica'', se não conseguir convencer o partido Trabalhista a participar de seu governo, como ocorreu até outubro passado.
O problema para Sharon é que o novo líder do Trabalhismo, Amram Mitzna, descartou categoricamente essa eventualidade.
Porque para Sharon o adversário número um, nas eleições de hoje, não é o partido Trabalhista, mas a extrema-direita.
Sharon havia explicado que sua decisão de dissolver a Knesset (Parlamento), depois da saída dos trabalhistas, estava vinculada com a negativa a governar à frente de uma coalizão limitada aos partidos religiosos e de extrema-direita, apesar de serem parceiros ideológicos naturais do Likud.
Sharon havia dito que não era admissível submeter-se à ''chantagem'' da extrema-direita, decididamente oposta à criação de um Estado palestino. O primeiro-ministro israelense dobrou-se a esta idéia, que constitui o eixo da ''visão'' do presidente norte-americano George W. Bush.
''O Sharon dos últimos dois anos mostrou que havia aprendido a posicionar-se no centro'', declarou ontem Asher Arian, professor da Universidade de Haifa. ''É uma boa posição para ele no caso de negociações''.


