O novo chefe da diplomacia israelense, Ariel Sharon, pregou ontem, em Jerusalém,a adoção de uma linha dura, a poucos dias da cúpula prevista em Wye Plantation, perto de Washington, para reativar o processo de paz com os palestinos.
Fiel à sua imagem de duro e inflexível, Sharon reafirmou pela televisão sua hostilidade a uma proposta americana de uma retirada militar israelense de 13% da Cisjordânia.
Para não contrariar sua imagem, Sharon reafirmou publicamente que se recusava a apertar a mão de Arafat, a quem qualificou várias vezes de ‘‘criminoso de guerra’’.
No entanto, o novo ministro das Relações Exteriores, que assumirá oficialmente suas funções terça-feira, se encontrará igualmente em Wye Plantation junto com Arafat.
A nomeação de Ariel Sharon, de 70 anos, para o posto de chanceler marca o retorno de um homem estreitamente associado a um dos capítulos mais sombrios da história de Israel ao centro do poder. Em 1982, como ministro da Defesa, Sharon orquestrou a desastrosa invasão do Líbano, o mais impopular conflito em que Israel se envolveu. Naquela ação, chamada de Operação Paz na Galiléia, as tropas israelenses chegaram até Beirute e forçaram a retirada das guerrilhas palestinas. Calcula-se que 20 mil pessoas tenham morrido.
Durante a ocupação de Beirute Ocidental pelas forças israelenses, Sharon permitiu que milicianos cristãos falangistas entrassem nos campos de refugiados de Sabra e Chatila e matassem centenas de homens, mulheres e crianças palestinos. (Agências)

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