Sharon promete vingar vítimas
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sábado, 30 de novembro de 2002
France Presse 
Jerusalém O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, reeleito com facilidwade líder do partido Likud (direita), prometeu ontem vingar as vítimas do atentado de quinta-feira no Quênia.
Durante o dia, foram enterradas as seis vítimas do ataque palestino a um centro de votação do Likud, em Beit Shean (Norte do país). ''Israel vai perseguir aqueles que derramaram o sangue de seus cidadãos'', prometeu Sharon, depois de sua eleição como líder do maior partido da direita nacionalista de Israel, com uma diferença de 15 pontos para seu rival, o atual ministro das Relações Exteriores, Benjamin Netanyahu.
Ontem de manhã, um avião do Exército israelense repatriou nove feridos, 70 sobreviventes e o corpo de três vítimas israelenses, entre elas duas crianças irmãs, mortas quando o carro-bomba foi jogado contra um hotel frequentado por turistas israelenses perto de Mombasa, no litoral do Quênia.
Cinco minutos antes do atentado suicida, cujos três autores morreram, um avião charter israelense que acabava de decolar de Mombasa conseguiu se esquivar de dois mísseis.
Estes dois ataques, reivindicados por uma organização desconhecida chamada ''Exército da Palestina'', não são obra de nenhuma organização palestina, segundo uma autoridade do governo, Nabil Shaath.
A imprensa israelense refletiu ontem o medo que estes ataques contra Israel suscitam. ''Ataque terrorista contra Israel em qualquer lugar'' é a manchete do jornal ''Maariv''. ''Fogo em Israel e fora de suas fronteiras'', escreveu em sua primeira página o ''Yediot Aharonot''. Para o jornal ''Haaretz'', o ataque no Quênia marca a ''abertura de uma nova frente no exterior'', que vai obrigar os serviços secretos israelenses a se reorganizarem.
Em Beit Shean, cinco dos seis israelenses mortos no ataque contra um centro de votação, reivindicado pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado próximo ao Fatah, movimento político ao qual pertence o líder palestino, Yasser Arafat, foram enterrados em cerimônias que reuniram centenas de pessoas, entre elas três ministros, sob a intensa chuva que castigou a região ontem. Além disso, as casas dos dois agressores palestinos, situadas ao Norte da Cisjordânia, foram destruídas pelos soldados, que prenderam seus irmãos.
O primeiro-ministro obteve, nas prévias do Likud, 55,8% dos votos, em comparação com os 40,8% de Netanyahu e 3,4% de um candidato da extrema-direita do partido, Moshe Feiglin. Apenas 46% dos 305 mil membros do Likud participaram da votação.
A partir de agora, Sharon está bem colocado para ser reeleito primeiro-ministro nas eleições legislativas antecipadas de 28 de janeiro, nas quais enfrentará o líder trabalhista Amram Mitzna.
O Likud é franco favorito para o pleito de janeiro, segundo as pesquisas.


