Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, prometeu ontem ganhar ‘‘a guerra’’ declarada, segundo ele, pelos palestinos, ao mesmo tempo que seu Governo lançou uma advertência direta ao presidente Yasser Arafat depois de um atentado frustrado no norte de Israel.
‘‘Agora, Israel terá que aumentar a potência de suas operações militares ante o terrorismo’’, acrescentou o primeiro-ministro, que admitiu uma nova escalada no conflito observada nesta semana, com a perda para o Estado hebreu de sete soldados e um tanque.
Sharon fez estas declarações pouco depois de um primeiro atentado suicida contra uma colônia, na noite de sábado, no assentamento de Karnei Chomron (Cisjordânia) com o resultado de dois israelenses mortos, junto com o autor palestino. O atentado foi assumido pela Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP, esquerda radical laica).
Menos de 24 horas depois, a polícia palestina frustrava um provável atentado no norte de Israel, perto de Hadera.
Foram detidos dois palestinos que circulavam num automóvel suspeito. Quando a polícia se aproximou do veículo, um dos palestinos saiu, começou a atirar e caiu morto vítima dos tiros israelenses.
O segundo palestino deu uma arrancada. O carro, perseguido pela polícia, explodiu alguns quilômetros depois.
Essas mortes elevam para 1.219 o número de vítimas desde o início da Intifada em setembro de 2000, entre eles 932 palestinos e 265 israelenses.
O dia de ontem também foi marcado por um ataque palestino com mísseis a uma base do exército israelense, que gerou ações de represália aérea israelense na cidade de Nablus, Cisjordânia.
A aviação israelense atacou com bombardeiros F-16 e helicópteros quatro prédios da cidade cisjordaniana de Nablus, entre eles a sede do governo e o quartel-general da polícia, disseram testemunhas à AFP.
Os aparelhos israelenses bombardearam também escritórios da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e um edifício pertencente ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Não houve vítimas.

mockup