Enquanto o novo primeiro-ministro de Israel buscava o apoio dos Estados Unidos para pôr fim à violência no Oriente Médio, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, dizia ontem que o atual rumo dos esforços de paz ‘‘levará apenas a uma tragédia maior’’. Respaldando a visão do primeiro-ministro Ariel Sharon, Powell afirmou a um lobby pró-Israel que ‘‘primeiro e acima de tudo’’ a violência que toma a região há seis meses tem de parar.
Sharon, que chegou a Washington na noite de domingo, está buscando o apoio do presidente George W. Bush à sua posição de que as conversações de paz devem permanecer suspensas até que cesse a violência.
No que pareceu ser uma mensagem ao líder palestino Yasser Arafat, Powell afirmou que ‘‘líderes têm a responsabilidade de denunciar a violência, desprovê-la de legitimidade, parar com ela’’.
Powell disse a uma audiência amistosa, algumas vezes empolgada, na conferência política do Comitê de Assuntos Públicos Israelense-Americano, que ‘‘os dois lados exigem um diálogo que levará a arranjos mutuamente aceitáveis’’.
Refletindo a oferta de Sharon de acordos parciais, em claro contraste com a disposição de seu antecessor, Ehud Barak, e da administração Clinton de um tratado geral entre Israel e os palestinos, Powell disse que o objetivo poderia ser transitório, ‘‘parcial ou integral’’. Powell afirmou que a administração Bush tentará garantir que Israel mantenha uma superioridade militar na região.
Em reação à morte de judeus em Israel, Sharon ameaçou Arafat. Ele emitiu um comunicado no qual pede ‘‘a todas as nações que aspiram à paz que digam a Arafat que suas ações são muito sérias e advirtam que quem fizer mal a civis inocentes e desestabilizar o Oriente Médio terá de pagar um alto preço’’.
Sharon deve se encontrar hoje com o presidente Bush na Casa Branca.

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