Jerusalém O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon declarou omtem que está decidido a aplicar seu plano de separação unilateral com os palestinos, correndo o risco de ter de apoiar-se em uma nova coalização após ter evocado o desmantelamento das colônias judias da Faixa de Gaza. Sharon qualificou seu plano de ''crucial para a sobrevivência do país e do povo'', em uma entrevista publicada ontem pelo jornal Maariv.
Afirmou que sua coalizão governamental ''é boa'' e ''é importante que continue funcionando. Mas se eles (os ministros de extrema-direita) cometerem o erro de abandonar o governo, eu deverei criar outra coalizão, pois há um país para governar'', acrescentou. O número dois do gabinete, Ehud Olmert, destacou que ''este plano será aplicável dentro de quatro ou cinco meses, ou seja, em junho ou julho''.
Ao ser entrevistado pela AFP, Raanan Gissin, o porta-voz de Sharon, afirmou que o primeiro-ministro ''se limitou a indicar as grandes linhas de seu plano, que ainda precisa ser aprovado pelo gabinete. A evacuação de 17 colônias da Faixa de Gaza á uma opção entre outras''.
Cerca de 7.500 colonos judeus vivem em 21 colônias da Faixa de Gaza, entre aproximadamente 1,2 milhão de palestinos. Pelo menos 59% dos israelenses aprovavam sua retirada, enquanto 34% se opõem e 7% não manifestaram opinião, segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Yediot Aharonot.
Em caso de evacuação, as indenizações que seriam pagas a esses colonos poderiam chegar a uma média de 500.000 dólares por família, de acordo com este jornal.
Intercâmbios O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon planeja passar para soberania palestina localidades áabes israelenses como parte de futuros intercâmbios territoriais, informou ontem seu porta-voz Raanan Gissin.
''Sharon estuda intercâmbios territoriais com palestinos em futuros acordos permanentes, através dos quais algumas localidades árabes israelenses passariam para a soberania palestina, enquanto colônias judias (na Cisjordânia) seriam integradas a território israelense, buscando solucionar a divisão'', informou Gissin à AFP.

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