Sharon, o mão-de-ferro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Para seus leais partidários, Ariel Sharon é um dos maiores heróis de guerra de Israel, um líder natural em momentos de crise. Para seus críticos, ao contrário, ele é teimoso e imprudente, um homem que afundou a nação em guerras e conflitos políticos.
Depois de uma carreira de meio século marcada por triunfos espetaculares e amargas controvérsias, Sharon parece, na véspera da eleição para primeiro-ministro, prestes a conquistar sua maior vitória pessoal.
O ex-general sempre tratou os palestinos com mão-de-ferro, e como membro do parlamento nunca votou a favor de nenhum acordo de paz com os vizinhos árabes.
Mas desde o início da campanha no fim do ano passado, Sharon tem tentado modificar sua imagem, apresentando-se como um moderado comprometido com a paz. Sua campanha discreta o apresenta na televisão como um avô que abraça as crianças e passeia em meio aos trigais.
Sharon diz que não pode reverter os resultados de sete anos de negociações de paz, e admite que haverá um Estado palestino quer os israelenses queiram ou não.
Mas ele tem advertido que não reconhecerá tal Estado até que os palestinos suspendam todas as hostilidades, e não se propõe a entregar mais territórios.


