Jerusalém O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, garantiu ontem que continuará governando apesar da saída do Partido Trabalhista de sua coalizão de unidade nacional. ``Continuaremos governando com responsabilidade``, disse Sharon ao concluir um discurso no plenário do Parlamento, pouco antes da votação do Orçamento Geral para 2003, que desencadeou uma grave crise política.
O primeiro-ministro, que a partir de agora conta com uma coalizão de 55 dos 120 deputados, além do apoio externo de outros oito parlamentares da extrema direita, recriminou o líder trabalhista, Benjamin ben-Eliezer. Ele se referia à justificativa dada pelo líder trabalhista, segundo a qual sua demissão se devem à difícil situação econômica vivida pelo país.
Sharon pode governar em maioria com a extrema direita, mas a estreita margem de governabilidade o deixará em uma situação difícil.
Orçamento aprovado O Orçamento Geral do Estado israelense para 2003 foi aprovado ontem em primeira leitura pelo Parlamento por 67 votos a favor, 47 contra e duas abstenções.

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