Jerusalém O primeiro-ministense, Ariel Sharon, apresentou ontem no parlamento (Knesset) seu novo governo, sem se comprometer com a criação de um Estado palestino, que contaria com a aprovação da comunidade internacional. Sharon, durante a solenidade de posse de seu gabinete no Knesset, confirmou que a criação desse Estado não estava incluída claramente no programa de seu governo.
''O tema do Estado palestino será evocado pelo governo quando for o momento, e será tomada uma decisão'', disse.
O primeiro-ministro mencionou a expressão Estado palestino, no começo de dezembro em Herzliya, perto de Tel Aviv, para deixar claro que admitia essa possibilidade, adiantando porém que isto deveria ocorrer após um longo e ''detalhado um processo político responsável''.
''A questão do Estado palestino dentro de um processo político é muito polêmico entre os diversos partidos da coalizão'', disse Sharon.
''Expliquei no passado, em várias ocasiões, minha posição a respeito. Se uma posição política incluísse a criação de um Estado palestino, o assunto seria levado ao governo para que tomasse uma decisão'', indicou.
Sharon reiterou sua posição segundo a qual não haverá avanço político sem ''um cessar do terrorismo, sem reformas dentro da Autoridade palestina e sem uma mudança na atual direção palestina''.
''Para uma paz verdadeira, estamos dispostos a fazer concessões dolorosas'', destacou.

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