Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, fez alusão a uma eventual retirada do exército de Israel da Faixa de Gaza, segundo a rádio militar, ao mesmo tempo em que um israelense e um palestino perderam a vida em diferentes tiroteios. ''Espero que chegue o dia em que não sejamos obrigados a permanecer na Faixa de Gaza e que nossos soldados sejam livres para se dedicarem a atividades mais vitais'', afirmou Sharon, segundo a rádio, que não explicou em que circunstâncias ele fez estas declarações.
De madrugada, o exército israelense havia detido 20 palestinos suspeitos de terem participado de ataques antiisraelenses.
Reações O discurso que Sharon pronunciou segunda-feira no Parlamento ainda provocava reações. Os ultranacionalistas israelenses expressaram alívio. ''Está claro que Sharon conseguiu impedir uma ruptura da coalizão no poder, ao evitar falar de seu plano de separação, ou do desmantelamento das colônias'', comentou o ministro da Segurança Interna, Tsahi Hanegbi.
''Ele não quer dizer que não terá divergências no dia em que aplicará seu plano, mas este assunto não está na agenda'', acrescentou o ministro, que pertence à ala dura do Likud, partido de Sharon. Um porta-voz do pequeno partido de extrema-direita Moledet, representado no governo, avisou em declarações à AFP que ''Sharon será julgado por seus atos, e não por suas afirmações''.

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