Sharon envia representantes aos EUA
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sábado, 28 de fevereiro de 2004
Jean-Luc Renaudie<br>France Presse 
Jerusalém Quatro conselheiros do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon viajariam, ontem à noite, com destino a Washington para tentar conseguir o apoio dos americanos ao plano de separação dos palestinos. Os viajantes estão entre os principais colaboradores de Sharon, inclusive Dov Weisglass, diretor de seu gabinete; e o presidente do Conselho de Segurança Nacional, Giora Eiland.
De acordo com rádio pública, estas autoridades devem apresentar à conselheira para Segurança Nacional americana, Condoleezza Rice, ''as grandes linhas'' do plano de separação de Sharon, que prevê, entre outras coisas, a retirada de 17 colônias israelense da Faixa de Gaza, assim como a construção do polêmico muro na Cisjordânia.
O ministro da Defesa Shaul Mofaz e o chefe da diplomacia israelense Sylvan Shalom também irão a Washington antes da visita de Ariel Sharon à Casa Branca, programada para a última semana de março.
A rádio informou que Sharon respondeu aos ministros que criticavam o fato do plano de ser apresentado aos Estados Unidos antes de ser submetido à aprovação do governo explicando que ''o apoio americano assim como as compensações políticas que Washington pode oferecer são elementos vitais para o plano de separação''.
Enquanto isso, o conflito entre os dois povos faz mais vítimas no Oriente Médio: um casal de colonos israelenses. Os palestinos dispararam contra seu veículo com armas automáticas e depois se aproximaram para atirar à queima-roupa. As pegadas dos atacantes encontradas no local levavam para a Cisjordânia. O ataque aconteceu em uma estrada perto da ''linha verde'', que cerca a colônia judia de Eshkolot, situada 20 km ao sudoeste da cidade palestina de Hebron, na Cisjordânia.


