Jerusalém Apesar da agressiva campanha de seu grande adversário Benjamin Netanyahu, o atual primeiro-ministro Ariel Sharon é o grande favorito para as eleições internas do partido Likud (direita), de quinta-feira, cujo vencedor será candidato a primeiro-ministro nas eleilões legislativas de janeiro e, segundo as pesquisas de opinião, o novo chefe de Estado.
As pesquisas de opinião mostram que a direita ganhará as eleições antecipadas de janeiro, contra o partido trabalhista, que já fez as suas primárias e escolheu Amram Mitzna, prefeito de Haifa (norte) como candidato, um homem favorável ao diálogo com os palestinos.
As pesquisas mostram que Sharon, de 74 anos, tem uma vantagem de 20 pontos sobre Netanyahu, de 53, nas intenções de votos dos 300.000 membros do Likud que escolherão o novo líder do partido.
Mas os partidários de Netanyahu, atual chanceler, afirmam que a diferença real é menor e que pode haver surpresa de última hora.
Na segunda-feira, três dias antes das eleições, Sharon e Netanyahu se dedicaram a fazer vários elogios mútuos, e anunciaram com poucos horas de antecedência que se vencessem ofereceriam ao perdedor a pasta das relações exteriores.
Decisão adiada Israel não considera qualquer das decisões sobre o conflito israelense-palestino apresentadas pelos principais participantes internacionais no Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, ONU, União Européia) antes das eleições legislativas israelenses de 28 de janeiro, informou ontem uma fonte oficial. ''Está descartado que o ''Quarteto'' tome uma decisão definitiva e nos coloque diante de um ato consumado antes de 28 de janeiro e da nomeação do novo governo israelense'', disse à AFP uma autoridade da presidência do Conselho.
''A decisão deve levar em conta a linha do futuro gabinete de Israel, que vai depender dos resultados da votação'', disse a autoridade, que pediu anonimato.

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