A presidência do Conselho de ministros informou, ontem, que o atual primeiro-ministro israelense, o trabalhista Ehud Barak, e seu sucessor, Ariel Sharon (direita), realizarão, hoje, pela manhã a primeira reunião depois das eleições de terça-feira. O encontro será realizada no escritório de Barak, que informará Sharon sobre o estado do processo de paz e os últimos acontecimentos políticos. A fonte não informou se Barak e Sharon conversarão sobre a participação dos trabalhistas em um governo de unidade nacional.
A notícia sobre a reunião veio depois dos informes sobre a prioridade que o primeiro-ministro eleito, Ariel Sharon, pretende dar à formação de um governo de união nacional.
O Partido Trabalhista continua dividido quanto a uma eventual participação no Gabinete. Sharon convidou o partido do premier derrotado Ehud Barak a participar do gabinete de união, para reforçar ao mesmo tempo sua posição no exterior e ampliar a base parlamentar no Knesset. ‘‘Até agora não podemos decidir se o partido aceita ou não a oferta feita’’, disse à AFP o porta-voz do partido, Yerah Tal. ‘‘É preciso estudar quais são as condições de entrada, tanto quanto a atribuição de ministérios como nas linhas gerais de um gabinete semelhante, que deve poder continuar com o processo de paz’’, acrescentou Tal.
Os trabalhistas, sumamente desanimados por seu desastre nas urnas terça-feira passada, estão muito divididos. A ala direita do partido é favorável à participação num governo de união dirigido por Sharon, enquanto uma parte importante do partido se opõe a esta participação.
O ministro atual da integração, Yuli Tamir, estimou por sua vez que o partido trabalhista deve conceder ‘‘um período de três meses’’ a Sharon, para sondar suas intenções, mas sem participar do governo.
Enquanto isto, o presidente egípcio Hosni Mubarak advertiu, ontem, ao primeiro-ministro eleito de Israel, Ariel Sharon, de que ‘‘o perigo aumentarᒒ no Oriente Médio se ele ignorar os avanços das negociações de paz. Mubarak, em um comunicado difundido pela agência Mena, disse ter ‘‘acompanhado com interesse os resultados das eleições israelenses’’ e advertiu sobre ‘‘um aumento dos perigos se as negociações de paz fracassarem, ou se houver uma tentativa para ignorar os avanços em todos os aspectos dessas negociações’’.

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