O chefe da oposição de direita israelense, Ariel Sharon, proclamou, falando à rádio israelense ontem sua intenção de ‘‘fazer de tudo para derrubar o gabinete’’ de Ehud Barak depois do fracasso das negociações para a formação de um governo de emergência nacional.
Na véspera, Barak, que já não possui uma maioria no Parlamento, obteve uma prorrogação de um mês da questão por parte do partido ultra-ortodoxo Shass (17 deputados).
‘‘A credibilidade do primeiro-ministro foi gravemente impugnada. Barak afrontou o Estado de Israel ao negar-se a promover a unidade do povo judeu, indispensável para fazer frente à guerra de desgate dirigida por Arafat ’’, acrescentou Sharon, que também criticou o fato de que o primeiro-ministro ‘‘continua apoiando o programa de Camp David, que o Likud (o partido de Sharon) não pode aceitar, pois se trata de dividir Jerusalém, de sair do vale do Jordão e de permitir o regresso dos refugiados palestinos a Israel’’.
Barak estava disposto a discutir, em Camp David, a transferência de controle de uma parte dos bairros árabes de Jerusalém para os palestinos em troca de uma retirada de praticamente todo o vale do Jordão, o direito de regresso dos refugiados e um desmantalamento das colônias isoladas.

mockup