O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse ontem ao presidente norte-americano, George W. Bush, que Israel iria continuar eliminando terroristas palestinos envolvidos em ataques antiisraelenses.
‘‘Israel vai continuar exercendo seu direito a autodefesa, porque a Autoridade Palestina não detém os terroristas e nada faz para prevenir suas ações’’, disse Sharon num telefonema a Bush, segundo uma nota da presidência do Conselho. Israel eliminou membros de diferentes movimentos palestinos suspeitos de envolvimento em atos de violência, numa estratégia batizada de ‘‘autodefesa ativa’’. ‘‘Israel não negociará sob pressão do terrorismo e da violência’’, frisou Sharon, citado na nota, que não esclarece quem tomou a iniciativa desse telefonema. O primeiro-ministro afirmou, no entanto, que Israel ‘‘se esforçava para evitar uma escalada da violência’’ e continuava comprometido com as recomendações do informe da comissão Mitchell.
O presidente Bush assegurou que Washington se comprometia a ‘‘manter a estabilidade no Oriente Médio, e se esforçaria para combater toda a intensificação do terrorismo que ameaça a estabilidade regional e global’’.
A campanha israelense de ‘‘eliminação física’’ de militantes palestinos, iniciada no começo de novembro, interrompida por um mês, e oficialmente autorizada pelo governo no último dia 20 de junho, custou a vida, segundo a Autoridade Palestina, de trinta pessoas.

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