São Paulo - Em iniciativa que o jornal israelense ''Yediot Aharonot'' qualificou de ''terremoto político de magnitude sem precedentes'', o primeiro-ministro Ariel Sharon anunciou ontem estar deixando o Likud, partido conservador que ajudou a fundar em 1973.
Ele também pediu ao presidente Moshe Katsav a dissolução do Knesset, o Parlamento unicameral.
Sharon criará um novo partido centrista, provisoriamente chamado de Responsabilidade Nacional. Deverão a ele aderir o ex-líder trabalhista Shimon Peres e deputados sob sua liderança.
Sharon disse que sua decisão foi tomada porque não queria perder tempo com ''pugilato político'' e desperdiçar a oportunidade de paz com os palestinos, surgida com a desmobilização dos assentamentos judaicos de Gaza.
O partido deverá escolher rapidamente um novo líder. O nome mais forte é o do ex-premiê e ex-ministro das Finanças Binyamin Netanyahu, adversário radical da retirada de Gaza.
Os palestinos reagiram de modo favorável. Saeb Erekat, principal negociador da Autoridade Nacional Palestina, comparou a decisão de Sharon à ''erupção de um vulcão''.

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