Sharon consegue apoio para plano de retirada de Gaza
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segunda-feira, 19 de abril de 2004
Ezzedin Said<br>France Presse 
Jerusalém - O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, parecia ter garantido ontem o apoio do Likud para seu plano de separação, depois de ter convencido os principais caciques de seu partido, entre eles o ministro das Relações Exteriores, Sylvan Shalom, que era um dos principais detratores.
''Consciente da importância suprema da nossa união nacional, e apesar das minhas várias reticências e do preço ideológico, decidi apoiar o plano do premier, e trabalhar para que sua realização traga segurança e estabilidade política, e para avançar em direção a um futuro acordo de paz entre Israel e os palestinos'', declarou Shalom depois de um encontro com Sharon.
No domingo, o plano de Sharon, que prevê principalmente uma retirada da Faixa de Gaza e a manutenção dos assentamentos na Cisjordânia, recebeu o apoio de Benyamin Netanyahu, ministro das Finanças e um dos caciques do Likud (direita nacionalista).
Em comunicado, o porta-voz de Netanyahu afirmou que Sharon havia aceitado as condições do ministro das Finanças para apoiar o plano, o que foi confirmado pela presidência do Conselho. Netanyahu exigia que Israel mantivesse o controle das fronteiras da Faixa de Gaza depois de uma retirada, e que a barreira de separação edificada na Cisjordânia englobasse as principais colônias judaicas.
O apoio ao plano Sharon de Netanyahu e Shalom, depois do de outros líderes importantes do Likud, como o ministro da Educação Nacional, Limor Livnat, deverá garantir um amplo apoio da base do partido, que se pronunciará por referendo sobre a questão no dia 2 de maio. O secretário-geral do Conselho de Colônias da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, Yeshua Mor Yossef, criticou a posição de Netanyahu.


