Jerusalém- Médicos vão começar hoje a diminuir a dose de anestesia aplicada ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para, gradualmente, retirá-lo do coma induzido a que foi submetido na semana passada por conta de um acidente vascular cerebral (AVC). Resultados de uma nova tomografia computadorizada realizada ontem revelaram melhora na condição de saúde do líder israelense.
A informação foi divulgada hoje pelo diretor do hospital Hadassah onde Sharon está internado, Shlomo Mor Yosef. Sharon ainda permanece em condição crítica de saúde, mas seus sinais vitais, incluindo a pressão intracraniana, estão normais.
Inicialmente, os médicos tinham planejado começar a retirar Sharon do coma ontem, mas decidiram esperar mais um dia, após a realização de uma tomografia computadorizada.
Yosef afirmou que o resultado do exame revela que o tamanho do cérebro de Sharon já apresenta um padrão normal, assim como a pressão sanguínea. O primeiro-ministro também não apresenta febre.
O líder israelense foi colocado em coma profundo na quinta-feira, para manter suas constantes vitais estáveis e evitar um deterioramento de seu estado.
Mas, se os médicos parecem demonstrar mais confiança nas chances de sobrevida do primeiro-ministro, submetido a três cirurgias para fazer estancar a hemorragia cerebral, eles advertiram que seu estado não o permitirá mais dirigir o país.
O primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, que deverá administrar o Estado até as eleições, abriu pela primeira vez ontem a reunião semanal do gabinete, assegurando que as instituições funcionam na ausência de Sharon.
Horas depois, o ex-primeiro-ministro Shimon Peres esclareceu que mantinha a intenção de se apresentar na lista do partido Kadima (centro), criado por Sharon en novembro, nas próximas legislativas antecipadas de 28 de março.
O ex-líder trabalhista também confirmou à televisão que Ehud Olmert vai liderar essa chapa eleitoral.

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