Jerusalém O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, sem a maioria no Parlamento pela deserção do Partido Trabalhista na semana passada, e se recusando a ceder à ''chantagem'' dos deputados da extrema direita, convocou ontem eleições antecipadas ''em um prazo de 90 dias''.
''O desenrolar dos fatos me levou a tomar a decisão mais responsável e menos ruim, que é dissolver a Knesset (Parlamento)'', disse Sharon durante uma entrevista coletiva à imprensa em Jerusalém. ''Tive uma reunião esta manhã com o presidente (Moshe Katsav) e pedi seu aval para convocar eleições dentro de 90 dias. O presidente concordou e informei aos líderes dos partidos políticos, bem como o presidente da Knesset'', Avraham Burg, detalhou o chefe de governo.
A decisão de Sharon é o epílogo de uma crise que teve início no último dia 30 de outubro, após a renúncia de seis ministros trabalhistas, os principais aliados do Likud (partido do premier) no governo nacional.
Sharon sublinhou que considera a união nacional ''indispensável'' para enfrentar a nova Intifada.
O dirigente palestino Saeb Erakat disse esperar que, nestas eleições, ''o povo israelense vote por uma direção que possa construir a paz''.
Data Os familiares dos 73 soldados israelenses que morreram num suposto choque entre dois helicópteros quando iam para o sul do Líbano, em 4 de fevereiro de 1997, pediram para que as eleições do próximo ano não sejam realizadas nesse mesmo dia, informou a rádio israelense.
Trégua Dirigentes do movimento Al-Fatah se reunirão na próxima semana no Cairo com membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para acertar um cessar-fogo e o fim dos atentados suicidas por parte deste grupo armado palestino, informou ontem a rádio israelense.

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