Tel Aviv O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, repetiu a noite de hoje em Tel-Aviv durante a convenção de seu partido, o Likud, ser favorável à criação de um Estado palestino e à desativação de algumas colônias judaicas nos territórios ocupados. ''Se a Autoridade palestina proceder a reformas democráticas e puser um fim ao terrorismo e às incitações à violência, o Estado de Israel permitirá a criação de um Estado palestino, de início obedecendo às fronteiras temporárias, depois às fronteiras permanentes, o que significará para nós a renúncia a uma parte de nossas colônias'', afirmou Sharon. Suas intenções foram vaiadas pelos radicais do Likud, o grande partido da direita nacionalista israelense.
O primeiro-ministro também reafirmou que ficará comprometido com o Mapa da Paz, o último plano internacional destinado a solucionar o conflito no Oriente Médio.
''Este plano pode trazer a paz e a segurança porque prevê, na fase inicial, que a Autoridade palestina desative as organizações terroristas. Estou agindo em coordenação total com o presidente George W. Bush'', acrescentou.
Sharon informou, no entanto que, caso seja possível um acordo com os palestinos, ele procederia a uma separação unilateral de Israel dos palestinos.
Qorei e a cúpula Já o premier palestino, Ahmed Qorei, estimou ontem que as ''agressões'' israelenses nos territórios ocupados tornavam a situação pouco propícia para a realização da cúpula com seu colega israelense, Ariel Sharon, da qual se fala há semanas.
''Os ataques, as agressões e as incursões prosseguem e não creio que em um contexto como este a reunião (com Sharon) tenha os resultados que esperamos'', disse Qorei no final da reunião semanal de seu governo, que pela primeira vez se realizou em Gaza.
''Não somos contra uma reunião mas queremos que ela alivie o sofrimento de nosso povo e abra perspectivas políticas para uma resolução justa'' do conflito'', acrescentou. ''Não queremos manter um encontro simplesmente para posar diante das câmaras'', afirmou Qorei.
O premier palestino assinalou que continuava sendo partidário de uma trégua dos ataques contra Israel desde que este acabe com suas operações militares nos territórios palestinos.
Adolescente morto O exército israelense matou ontem um adolescente palestino ao abrir fogo contra um grupo de jovens que atiravam pedras num acampamento de refugiados da região de Nablus, Cisjordânia, informaram fontes médicas e da segurança. Tajeddin Seif, de 17 anos, foi baleado na cabeça. Outro jovem de 14 anos foi gravemente ferido.
Logo depois, 10 veículos blindados do exército israelense entraram em Tamun, uma cidade palestina situada no setor de Jenin (norte da Cisjordânia), onde foi imposto o toque de recolher, informaram fontes palestinas da segurança.
Os militares israelenses, atacados a pedradas, dispararam sem causar feridos, acrescentaram.
Os soldados buscam radicais palestinos na região.

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