Sharon acusa Arafat de comprar minas e explosivos
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segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
France Presse 
EILAT, Israel - O premier israelense Ariel Sharon acusou ontem o presidente palestino Yasser Arafat e sua Autoridade de desempenharem um papel importante no terrorismo internacional.
A Autoridade Palestina assume um papel importante nas redes do terrorismo mundial, disse na base de Eilat para a qual foi trasladado o cargueiro Karina A, interceptado quinta-feira com 50 toneladas de armas, por comandos israelenses no Mar Vermelho.
As redes terroristas são dirigidas pelo Irã, que quer causar morte e sofrimento em todo o mundo, afirmou.
Esse cargueiro se dirigia para Gaza e, se não fosse interceptado, todos estaríamos ameaçados, desde Tel Aviv até Herzlya (ao norte de Tel Aviv) e desde Ariel a Netzarim (colônias judaicas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza), disse.
A quantidade das armas apreendidas prova que a Autoridade Palestina tenta perpetrar atentados. É a opção de seu chefe: Arafat compra lança-foguetes em vez de investir na educação e na criação de empregos. Arafat compra minas e explosivos em vez de investir no bem-estar de seu povo, acusou.
Arafat é um mentiroso e, como todo mentiroso, no final é apanhado, e continua mentindo, assinando acordos de paz que viola, porque quer mergulhar a região na guerra, acrescentou.
Exagero Um alto dirigente palestino qualificou ontem de operação de propaganda o anúncio da apreensão por Israel do cargueiro com armas.
É uma comédia israelense exagerada e uma grande operação de propaganda destinada a levantar o ânimo dos israelenses após seu fracasso frente à Intifada, disse o ministro palestino de assuntos parlamentares, Nabil Amr.
Amr precisou que os palestinos propuseram a criação de um comitê de investigação conjunto, reagindo assim à coletiva do premier israelense Ariel Sharon, que acusou o presidente palestino Yasser Arafat e sua Autoridade de desempenharem um papel importante no terrorismo internacional.
Estimou que as declarações irresponsáveis utilizadas por Sharon contra Yasser Arafat e a Autoridade Palestina demonstram que esta operação foi montada em primeiro lugar para levantar o ânimo dos israelenses.


