Sexto dia de protestos no Iêmen tem pelo menos um morto
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Agência Estado 
Pelo menos uma pessoa morreu e diversas ficaram feridas nesta quarta-feira em meio a confrontos em duas cidades do Iêmen, no sexto dia consecutivo de protestos contra o governo do país.
Na cidade de Aden, no sul do país, a polícia reprimiu com tiros ao alto os manifestantes que pediram a saída do presidente Ali Abdullah Saleh.
Os manifestantes atiraram pedras, queimaram veículos e um edifício municipal, e pelo menos um homem morreu baleado.
Também houve distúrbios na capital iemenita, Sanaa, onde estudantes brigaram com simpatizantes de Saleh.
O mandatário, no poder há mais de 30 anos, alega que pretende deixar o cargo a partir de 2013. Mas seus opositores pedem sua saída imediata.
Nesta quarta-feira(16), Saleh disse, segundo a agência estatal Saba, que as manifestações são parte de uma "agenda estrangeira" contra ele e contra os demais líderes do Oriente Médio.
Além de protestos contra o governo, Saleh enfrenta também uma longa disputa com o sul do país, onde há grupos com aspirações secessionistas. O Iêmen é o país mais pobre do mundo árabe.
Iraque
O Iraque também registrou uma manifestação ontem, contra o governo provincial em Kut, no sul do país.
Cerca de 2 mil pessoas se revoltaram contra a falta de serviços básicos, como eletricidade, e tentaram invadir prédios governamentais. A polícia interveio, e um adolescente foi morto e ao menos 20 pessoas ficaram feridas.
O Exército decretou toque de recolher na região e enviou tropas para patrulhar as ruas de Kut.
O correspondente da BBC em Bagdá Jonathan Head diz que a população iraquiana está cada vez mais descontente com as altas nos preços dos alimentos e que assiste de perto aos demais protestos no mundo árabe.
O Iêmen e o Iraque estão entre os diversos países de maioria muçulmana que têm registrado protestos populares, fomentados por queixas quanto ao desemprego, o aumento nos custos de vida, a corrupção governamental e a falta de liberdades individuais.
O estopim das revoltas ocorreu na Tunísia, onde o presidente foi pressionado a renunciar no mês passado. Na última semana, foi a vez do presidente egípcio, Hosni Mubarak, deixar o poder após 18 dias consecutivos de manifestações.


