Sevilha sepulta novas vítimas do terror basco
Foto de Emílio Morenatti/France PresseTodos contraO velório do casal de sevilhanos levou uma multidão à catedral da Capital andaluza, inclusive o chefe do governo e a filha mais velha do Rei Juan Carlos: espanhóis se mobilizam de novo contra o terrorismo bascoA Espanha vive novamente o momento de uma mobilização geral conclamando a unidade de todos os partidos políticos para lutar contra o terrorismo basco que fez sexta-feira em Sevilha (Sul), duas novas vítimas. Os funerais do prefeito adjunto de Sevilha, Alberto Jiménez Becerril e de sua mulher Ascensión, assassinados com um tiro na nuca por um terrorista da ETA, foram realizados ontem pela manhã, na catedral da Capital andaluza.
Milhares de pessoas assistiram à cerimônia, junto ao chefe de governo José María Aznar, oito ministros, assim como a infanta Elena, filha mais velha do Rei Juan Carlos. Uma grande manifestação deveria acontecer à noite nas ruas de Sevilha, convocada por todas as forças políticas. Na véspera, cerca de 50.000 pessoas fizeram fila, sob uma chuva forte, para prestar a última homenagem ao casal, velado na sede da Prefeitura.
Do Vaticano, o Papa João Paulo 2º reprovou energicamente o atentado. Em telegrama ao arcebispo de Sevilha, o Papa disse que orava para que os cidadãos da querida Nação espanhola, que tantas vezes manifestaram sua vontade de viver em paz, pudessem desfrutar de um clima social de tolerância, respeito e concórdia, no qual se respeite o direito fundamental à vida. João Paulo transmitiu seus pêsames à família das vítimas e se declarou muito perto de espírito com as três crianças que ficaram sem seus pais.





