Seul tem dia de muita violência
A capital sul-coreana, Seul, viveu ontem um dia de violência só visto durante a crise asiática, há dois anos, quando mais de 20 mil trabalhadores, agricultores e estudantes entraram em choque com a polícia durante as manifestações organizadas para exigir a redução da semana de trabalho e a concessão de subsídios. A violência eclodiu quando os policiais tentaram impedir o avanço dos manifestantes, após passeata que bloqueou as ruas de Seul por duas horas. Os manifestantes se movimentavam em blocos com os punhos cerrados, muitos deles portando cartazes que exigiam ‘‘garantias de subsistência’’. Cerca de 300 pessoas com bastões de metal, madeira e até bambu, atacaram os policiais fortemente armados e protegidos, que carregavam cassetetes de mais de um metro de comprimento e latas de gás lacrimogêneo. No fim do dia, 160 pessoas estavam feridas. A manifestação havia sido convocada pela poderosa Confederação Coreana de Sindicatos. A meta era protestar contra prisão de 17 líderes dos trabalhadores, na defesa da redução da semana de trabalho de 44 para 40 horas semanais e contra o corte nos benefícios dos representantes dos sindicatos, mas os agricultores aderiram ao protesto. Eles exigiam que o governo perdoasse parte das dívidas rurais sob o argumento de que o endividamento do setor é resultado da política de abertura do mercado coreano às importações.

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