Setor de transportes adere a movimento de greve na França
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de outubro de 2010
France Presse 
Paris, França - A mobilização contra a reforma previdenciária na França se fortaleceu ontem com a entrada dos rodoviários no movimento e com a manutenção da pressão nas refinarias. Demonstrando que a ameaça de escassez foi levada a sério, o ministro do Interior anunciou a ativação do ''centro interministerial de crise'' para garantir ''o abastecimento de combustível'' no país, onde doze refinarias estão em greve.
Algumas horas antes, o presidente Nicolas Sarkozy, para quem a reforma previdenciária é uma das prioridades do final de seu mandato, reuniu-se com vários ministros para analisar a ''questão do fornecimento de combustível'', segundo um dos participantes. Sarkozy reafirmou que a reforma previdenciária é ''essencial'' e que a França vai implementá-la.
No momento em que um impasse se cristalizava no setor estratégico dos transportes, vários incidentes violentos eclodiram nas proximidades de escolas ontem. Cento e noventa e seis estudantes foram detidos durante manifestações após confrontos contra as tropas de choque. Carros foram incendiados.
Convocados pelos sindicatos para fortalecer o movimento, os rodoviários passaram à ofensiva conduzindo ''operações padrão'', que provocaram enormes engarrafamentos em eixos importantes.
O espectro de uma escassez geral de combustíveis ficou ainda mais nítido com o anúncio de ontem de colapso nos estoques em cerca de mil postos de gasolina de hipermercados (dos 12,5 mil do país), após um final de semana de preocupação entre os motoristas, que correram para encher os tanques.
O presidente da União Francesa da Indústria Petrolífera (Ufip) Jean-Louis Schilansky considerou, no entanto, em ''um pouco menos de dez'', de um total de 200, o número de depósitos de combustíveis bloqueados ontem.


