São Paulo - O secretário de Interior filipino, Jesse Robredo, disse que estimativas ainda não oficiais dos hospitais da capital Manila apontam que ao menos sete das 15 pessoas mantidas reféns a bordo de um ônibus de turismo morreram. O líder de Hong Kong, Donald Tsang, disse que fontes da Chancelaria chinesa também já apontam que ao menos sete cidadãos do território chinês morreram no sequestro ao veículo e aproveitou para tecer duras críticas à polícia filipina por ter invadido o ônibus durante a ação.
A polícia confirmou mais cedo que foi morto a tiros o ex-policial Rolando Mendoza, 55 anos, que sequestrou o ônibus de turismo com 25 a bordo. ''O sequestrador foi morto. Ele escolheu trocar tiros com nossos homens'', disse o coronel da polícia Nelson Yabut. ''No nosso primeiro ataque, capitão Mendoza estava no meio do corredor e atirou contra um de nossos agentes'', contou. As imagens de TV mostraram a polícia retirando um corpo pela frente do ônibus antes de entrar no veículo e mais outros corpos sendo retirados após o fim do sequestro.
Outros nove reféns - mulheres, crianças e idosos - foram libertados mais cedo por Mendoza. O motorista do ônibus conseguiu escapar. A polícia de Manila entrou cerca de meia hora antes no ônibus pela porta de emergência do veículo. Eles usavam escudos de proteção e furaram os pneus para impedir o deslocamento do ônibus. Pouco depois, foi possível ouvir som de disparos.
Mais cedo, a polícia confirmou que Mendoza disparou seu fuzil M-16 contra os reféns. Em declarações a uma rádio local, o ex-policial ameaçou matar os reféns caso as forças de segurança se aproximassem. ''Estou vendo muitos Swat (comando de intervenção). Sei que querem me matar. Todos têm que ir, senão farei o mesmo aqui a qualquer momento'', disse.

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