France Presse
e Ansa
De Roma
Cerca de sete mil pessoas morreram em Timor Leste depois da onda de violência iniciada pelas milícias pró-indonésias, segundo estimativas divulgadas ontem, em Roma, pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo cálculos da FAO, entre 300 mil e 400 mil pessoas foram expulsas de Timor Leste e cerca de 200 mil estão correndo risco de morte em consquência da escassez de alimentos. ‘‘Calcula-se que umas sete mil pessoas morreram e cerca de 100 mil foram deportadas à força para Timor Oeste’’, afirmou a FAO, em um comunicado. A violência começou no dia 4 quando do anúncio da vitória dos independentistas em referendo realizado no dia 30 de agosto.
Para a agência especializada da ONU ‘‘mais de uma quarta parte dos 900 mil habitantes de Timor Leste se encontra sem alimentos, ou água potável’’. Várias organizações internacionais estão mobilizando recursos para ajudar a população, segundo o informe da FAO.
‘‘Esperamos que não haja dois pesos e duas medidas, uma para Kosovo e outra para Timor’’, disse ontem o bispo de Dili, Carlos Ximenes Belo, que declarou sua confiança de que o presidente norte-americano, Bill Clinton, irá ajudar para a rápida criação da força internacional de paz para o Timor Leste. O bispo timorense falou nesta terça-feira da situação em sua ilha e do encontro celebrado anteontem com o papa João Paulo II, numa entrevista na sala de imprensa da Santa Sé.
‘‘O papa prometeu que irá intervir junto a Clinton para acelerar o envio de uma força da ONU’’, disse Belo, acrescentando que ‘‘seguramente isso se dará através dos canais diplomáticos da Santa S钒. O chefe da diplomacia do Vaticano, dom Jean Louis Tauran, se declarou ‘‘decepcionado’’ diante do silêncio das autoridades religiosas muçulmanas indonésias com os massacres de cristãos no Timor.Órgão da ONU aponta entre 300 mil e 400 mil deslocados, 100 mil deportados e 200 mil correndo risco de morte por causa da falta de alimentos
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