Sérvios sepultam seus mortos, mas prometem ficar
Associated Press
De Koklot, Iugoslávia
Eles viram sérvios de vilarejos vizinhos fugir e terem suas casas queimadas. Nesta terça-feira, eles sepultaram um jovem casal assassinado em um ataque com morteiros que deixou outros cinco feridos.
Mas apesar das nove rodadas de morteiros que explodiram no vilarejo de Koklot, sudeste de Kosovo, os sérvios daqui disseram que permaneceriam, com ou sem proteção dos soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), encarregados de garantir a segurança na conturbada província.
Nós não temos aonde ir, choramingou Ljubica Marinkovic, uma mulher idosa parada em frente a uma casa com um buraco no telhado devido a uma explosão de morteiro. Nós deveríamos apenas ir para a rua?
O ataque da noite de segunda-feira foi o caso mais grave de violência étnica em Kosovo nas últimas semanas, destacando o fracasso da força de manutenção de paz de Otan com contingente de 40 mil homens em conter os distúrbios que agitam Kosovo desde que o presidente iugoslavo Slobodan Milosevic iniciou uma sangrenta caçada contra albaneses étnicos em fevereiro de 1998.
Em um incidente separado, um garoto de etnia albanesa de oito anos de idade foi baleado e ferido no fim da noite de anteontem no vilarejo de Petrovce, próximo a Klokot, no setor patrulhado pelas tropas norte-americanas, cerca de 40 quilômetros a sudeste de Pristina, a capital da província.
Os ataques contra sérvios, lançados por albaneses étnicos revanchistas, persistem desde que tropas da Otan e da Rússia entraram em Kosovo em 12 de junho para instituir um plano de paz ditado pelo Ocidente para encerrar a campanha de 78 dias de ataques aéreos promovida pela aliança atlântica contra a Iugoslávia.





