Serviços secretos dos EUA no banco dos reús
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 2003
Francis Temman<br> France Presse 
Washington - Os serviços secretos americanos estão no banco dos réus por seu papel na crise iraquiana, acusados de incompetência e de manipulação das investigações com fins políticos.
Depois que o secretário da Defesa Donald Rumsfeld pediu um estudo sobre a qualidade das informações ultra-secretas fornecidas às autoridades políticas, é a vez das autoridades parlamentares reclamarem que se esclareça qual o papel exato das agências de inteligência no conflito.
A comissão especializada da Câmara dos Representantes também pediu à CIA para ''reavaliar'' o tema da existência de armas de destruição em massa (ADM) no Iraque e os laços entre este país e a rede terrorista al-Qaeda.
''À luz dos recentes acontecimentos no Iraque, a comissão quer garantir que a análise da investigação transmitida às autoridades políticas pelas agências especializadas foi exata, imparcial e atual'', afirmou o presidente da comissão de investigação, o republicano Porter Goss em uma carta ao diretor da CIA, George Tenet.
Até agora, não se encontrou nenhuma arma de destruição em massa no Iraque e não se estabeleceu nenhuma prova dos laços entre o regime de Saddam Hussein e a rede terrorista al-Qaeda, duas das principais justificativas mencionadas por Washington e Londres para realizar a guerra contra este país.
''É possível que este seja o maior trote da história em matéria de investigação. Duvido que seja isso, mas tem que se colocar a pergunta'', disse a vice-presidente democrata da comissão, Jane Harman, em entrevista ao jornal The Washington Post.


