Serviço secreto da Europa nos deu dados, diz chefe de agência americana
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Folhapress 
São Paulo - As revelações do jornal francês Le Monde, do espanhol El Mundo e do italiano L'Espresso sobre a interceptação das comunicações dos cidadãos europeus pela NSA são "completamente falsas", declarou ontem o chefe da Agência Nacional de Segurança americana, general Keith Alexander.
"Para ser totalmente claro, não coletamos essas informações sobre cidadãos europeus", afirmou durante uma audiência no Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados do Congresso, na qual indicou que se tratava de "dados fornecidos à NSA" por sócios europeus.
O diretor da NSA confirmou também as revelações do The Wall Street Journal segundo as quais os grampos telefônicos feitos nesses países foram realizados pelos serviços secretos europeus e depois repassados à agência americana.
Consultado sobre se a NSA compartilha suas informações com os "aliados europeus" e se estes compartilham as suas com a agência americana, o general Alexander respondeu afirmativamente.
As informações divulgadas, segundo, Alexander, "representam os dados que nós e nossos aliados da Otan coletamos em defesa dos nossos países e em apoio das operações militares".
Os funcionários americanos citados pelo The Wall Street Journal explicaram que os documentos vazados por Snowden foram mal interpretados e, na realidade, mostravam registros telefônicos recolhidos pelos serviços de inteligência franceses e espanhóis.
Já o diretor da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, também na audiência da Câmara, afirmou que aliados estrangeiros conduzem regularmente atividades de espionagem contra líderes norte-americanos e serviços de inteligência do país.
Clapper disse que espionar líderes estrangeiros era um princípio básico das operações de inteligência.
Acusações
A espionagem em massa realizada pelos EUA a seus cidadãos e a governos estrangeiros causa novamente polêmica, sobretudo por causa das revelações sobre a vigilância a 35 líderes mundiais e a milhões de cidadãos em outros países, conhecidas através dos documentos vazados por Snowden.
A Casa Branca avalia atualmente uma mudança substancial em sua política de espionagem depois que as acusações colocaram em perigo a relação dos EUA com países aliados como Alemanha, França e Espanha.


