Sérvia pode aceitar força internacional
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 1999
DPA e Reuters 
O envio de uma tropa internacional de paz ao Kosovo pode ser considerada uma medida aceitável por Belgrado, se houver um acordo muito bom na conferência de Rambouillet, disse ontem o presidente sérvio, Milan Milutinovic. Poucas horas antes, entretanto, o próprio presidente havia garantido que a posição sérvia não havia mudado. Não concordamos com o aspecto militar do acordo de paz, dissera ele. Um diplomata presente às conversações disse que entre os albaneses há divergências, sobretudo em relação ao desarmamento dos combatentes do Exército para a Liberação do Kosovo e à proposta de plebiscito ao final da fase de transição de três anos, pontos previstos no plano do Grupo de Contato.
Negociações Os esforços diplomáticos visando uma solução para o conflito no Kosovo prosseguiram ontem no castelo de Rambouillet, com a participação da secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright, que voltou ontem ao local das negociações entre sérvios e albaneses, nos arredores de Paris, para aumentar a pressão sobre as duas delegações.
O Grupo de Contato Internacional para os Bálcãs, que patrocina as conversações, ampliou o ultimato para um acordo que venceu no sábado até às 14 horas de hoje. Enquanto isso, os ministros do Exterior da União Européia, reunidos ontem em Luxemburgo, ofereceram à Iugoslávia ajuda financeira para a reconstrução do Kosovo e o levantamento paulatino das sanções contra Belgrado em troca de uma solução pacifica para o conflito.
Albright e o chanceler francês, Hubert Vedrine, aumentaram a pressão sobre os albaneses kosovares a fim de forçar um acordo. A secretária norte-americana e o chanceler da França se reunirão com os outros quatro ministros do Grupo de Contato, hoje, uma vez vencido o novo prazo.
Albright disse que o fracasso da conferência não significa que a Otan começará a atacar a Sérvia. Segundo ela, houve um mal-entendido sobre esse ponto pois os bombardeios só ocorrerão caso a Sérvia seja a única parte a rejeitar um acordo.


