Série de explosões mata 88 pessoas no Egito
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sábado, 23 de julho de 2005
Folhapress 
SÃO PAULO - Ao menos 83 pessoas e outras 119 ficaram feridas com a explosão de carros-bomba em hotéis nas regiões de Sharm el Sheik e de Naama Bay, no mar Vermelho, em um dos piores ataques terroristas ao Egito.
Horas após os ataques, o grupo Brigadas Abdullah Azzam, supostamente ligado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, reivindicou a autoria das ações em um comunicado divulgado em um site islâmico. O grupo foi um dos que assumiram a responsabilidade pelos atentados à bomba contra resorts egípcios de Taba e Ras Shitan, em outubro passado, que deixaram um saldo de 34 mortos. A autenticidade do comunicado, no entanto, não pôde ser verificada pelas autoridades de segurança até o fechamento desta edição.
A região dos últimos ataques abriga vários hotéis de luxo e é bastante frequentada por turistas europeus e israelenses, que estão agora em férias de verão.
De acordo com a polícia local, ao menos dois carros-bomba explodiram quase que de forma simultânea, e atingiram diversos hotéis lotados de turistas e egípcios e estrangeiros. Além disso, uma outra bomba foi detonada quase no mesmo horário em um calçadão perto da praia onde turistas passeavam à noite.
Os atentados ocorreram por volta da 1 hora local (19 horas de Brasília) e fizeram tremer janelas a cerca de um quilômetro de distância. Fumaça e fogo foram vistos em Naama Bay, um trecho de praia da península do Sinai que abriga dezenas de hotéis de luxo, bastante frequentados por turistas israelenses.
Segundo o governador de Sinai do Sul, Mustafa Afifi, um dos carros-bomba explodiu no hotel Ghazala Garden - estabelecimento quatro estrelas de Naama Bay que conta com 176 quartos.
Um segundo carro-bomba explodiu no Old Market, em Sharm el Sheik, a alguns quilômetros de distância do hotel, atingindo pessoas que estavam em um café. Outra explosão aconteceu no hotel Meridién, um dos mais luxuosos da região.
Vítimas
Entre as vítimas em Sharm el Sheik, estão britânicos, russos, holandeses, kuaitianos, sauditas e egípcios, segundo fontes da segurança.
Charlie Ives, um policial londrino que estava de férias em Sharm el Sheik, afirmou à rede de TV britânica BBC que estava em um café a cerca de 50 metros do local de uma das explosões. ''Foi uma histeria em massa. Nós tentávamos acalmar as pessoas'', afirmou. Segundo Ives, a explosão foi forte. ''Nós fomos quase atirados para fora do café'', disse.


