Serenidade no funeral de Henri Paul
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sábado, 20 de setembro de 1997
France Press Lorient, França 
France PressDespedidaApenas parentes e amigos mais íntimos assistiram à cerimônia religiosa que antecedeu o sepultamentoQuarenta policiais vigiaram ontem o funeral de Henri Paul, o motorista do Mercedes em que perdeu a vida a princesa Diana em Paris, em Lorient (oeste), sua cidade natal, que transcorreu em um ambiente de serenidade, na presença de jornalistas de todas as nacionalidades.
O falecido chefe adjunto de segurança do hotel Ritz de Paris, morto há três semanas no acidente que custou a vida da princesa de Gales e de seu companheiro, o playboy egípcio Dodi Al-Fayed, só foi acompanhado na igreja Sainte-Thérese por seus familiares e alguns jornalistas selecionados.
A polícia havia instalado barreiras de segurança em torno da igreja para manter a distância uma centena de curiosos, temendo turmultos ou o ato de algum desequilibrado, em razão da emoção provocada pelo drama e pela suposta responsabilidade do motorista.
Depois da cerimônia, Henri Paul foi sepultado na estrita intimidade no cemitério de Keryado, em Lorient. O enterro foi solicitado pela Justiça contra a incineração desejada pelos pais, para permitir uma eventual nova autópsia.
Os amigos de Henri Paul, de 41 anos, quiseram manifestar sua solidariedade a ele, fazendo referência às áreas obscuras em torno deste acidente: Descansa em paz, Henri, teus amigos não se deixam enganar. OK, lia-se numa coroa de flores colocada sobre o altar da igreja.
Entretanto, Henri Paul continua sendo o ator central do acidente ocorrido na noite de 30 de agosto sob a ponte de Alma, na margem direita do Sena. Três séries de análises confirmaram que ele dirigia sob os efeitos de um coquetel de álcool e antidepressivos. Sua taxa alcoólica se elevava a 1,75 gr/l de sangue.


