Os reféns em poder dos golpistas de George Speight, no arquipélago de Fiji, estão retidos no Parlamento há um mês e ainda não há perspectivas de solução para a crise política do país.
Speight e alguns soldados membros das forças especiais se apoderaram no dia 19 de maio passado do Parlamento, onde retêm como reféns o primeiro-ministro de orígem indiana, Mahendra Chaundry, e uns 30 parlamentares.
Os golpistas alegam que estão agindo pelos interesses da população fijiana original e contra os de orígem indiana que representam 43% da população do arquipélago e cujo êxito no campo econômico provoca irritação na população fijiana de orígem melanésia.
Enquanto isso, o Exército, que está no poder desde a instauração da lei marcial, anunciou que os golpistas vão ajudar a redigir uma Constituição e seu porta-voz, o tenente-coronel Tarakinikini, não esconde que as motivações golpistas estão repercutindo entre os militares.
‘‘Simpatizamos com a causa dos fijianos de orígem (melanésia). Faremos com que todos os seus temores e aspirações sejam levados em conta na nova Constituição’’, reiterou Tarakinikini.
A União Européia ameaçou suspender suas compras de açúcar fijiano, principal exportação do arquipélago, se George Speight ou qualquer um de seus homens figurar no novo governo.
No sábado, Speight anunciou que dava sua última entrevista à imprensa, pois, segundo ele, os meios de comunicação internacionais não expõem seu ponto de vista de maneira objetiva. Ressaltou que de agora em diante só vai falar para os jornalistas locais.

mockup