Seqüestradores soltam 19 turistas no Egito
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Folhapress 
São Paulo- Sequestradores libertaram os 19 reféns feitos no Egito, entre eles turistas estrangeiros, e todos estão saudáveis, afirmou ontem o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit. Os turistas, identificados como cinco italianos, cinco alemães, um romeno e oito egípcios, visitavam uma remota região do deserto em área de fronteira, segundo autoridades.
''Eles foram libertados, todos eles, sãos e salvos'', disse Aboul Gheit a jornalistas em Nova York antes de uma reunião com a secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice. ''Era um grupo de criminosos.''
O ministro do Turismo, Zoheir Garrana, disse que os reféns haviam sido levados para fora do país. Acredita-se que os turistas foram sequestrados na sexta-feira durante safári perto das fronteiras entre Egito, Sudão e Líbia. Fontes de segurança afirmaram que os sequestradores haviam pedido 6 milhões de euros (cerca de R$ 15,7 milhões).
A agência estatal Mena disse que o grupo havia passado a noite de 16 de setembro em um hotel no oásis Dakhla, antes de seguir para a reserva Gilf al Kebir. Eles deviam chegar a outro oásis no sábado para terminar o passeio, o que não ocorreu.
Garrana disse que as autoridades souberam do sequestro após um agente de turismo ligar para sua mulher alemã e dizer que ele havia sido feito refém junto com o grupo. A TV estatal afirmou que entre os sequestrados havia um policial da fronteira.
Gilf al Kebir, a área onde os turistas foram sequestrados, atrai viajantes com paisagens do deserto que incluem uma enorme cratera e a Caverna dos Nadadores, cujas pinturas pré-históricas ficaram famosas com o filme ''O Paciente Inglês'' (1996).
Garrana disse à TV egípcia que os sequestradores ''provavelmente'' eram sudaneses. Depois ele disse que a área de onde o refém ligou indicava que eles haviam sido levados ao Sudão.
Ataques contra turistas no Vale do Nilo, no Egito, e nos desertos ao redor, se tornaram raros nos últimos anos. No entanto, uma série de bombardeios contra turistas foi realizada em resorts da península do Sinai entre 2004 e 2006.


