Sequestradores elevam exigências
Associated Press
De Kandahar
Os sequestradores do Airbus da Indian Airlines elevaram ontem consideravelmente suas exigências para soltar os 155 passageiros que mantêm como reféns desde sexta-feira, quando desviaram o avião da rota Nepal-Índia. Eles querem agora a libertação de 35 militantes caxemires presos na Índia - entre os quais o líder religioso Maulana Masud Azhar, US$ 200 milhões e a devolução do corpo de um guerrilheiro morto em combate, informou o chanceler da Índia, Jaswant Singh.
Ele disse que o governo responderá apropriadamente, por intermédio da equipe de negociadores enviada a Kandahar na segunda-feira. Antes, os extremistas pediam a liberdade de Azhar e de alguns correligionários que lutam pela independência da Caxemira indiana e sua posterior unificação com o Paquistão. Altos funcionários da Índia disseram que o governo não cederá.
Os sequestradores encaminharam as exigências por escrito, em uma carta jogada na pista do aeroporto de Kandahar, no sul do Afeganistão, onde o Airbus está desde sábado. Eles se recusaram a libertar mulheres e crianças e ameaçam explodir o avião se não forem atendidos.
As condições a bordo do avião deterioram-se rapidamente e só ontem os sequestradores permitiram que os passageiros trocassem de roupa e alguns deixassem o aparelho para caminhar, sob vigilância. Por causa de uma falha técnica no motor do avião, o ar-condicionado e o sistema de aquecimento pararam de funcionar por cerca de duas horas. Técnicos da Indian Airlines procedentes de Nova Délhi foram autorizados a consertar o motor e também a limpar os banheiros. Por causa do reparo, pela primeira vez um sequestrador deixou o aparelho e foi fotografado.
Em Nova Délhi, os comandantes militares indianos insistem com o primeiro-ministro Atal Bihari Vajpayee para que não ceda às exigências dos terroristas. Vajpayee também está sob forte pressão das famílias dos passageiros e tripulantes, que o acusam de pôr em perigo as vidas dos reféns com sua indecisão.





