Sepultados militares mortos no resgate
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Moisés Rabinovici, da Agência Estado, de Lima 
France PresseSepultamentoMilitares carregam o corpo de um dos oficiais mortos durante a operação de resgate na Embaixada do Japão no PeruUm tocante enterro para o comandante e um capitão mortos no resgate dos reféns da embaixada do Japão no Peru levou às lágrimas o presidente Alberto Fujimori e seu filho Kenyi, além de famílias enlutadas e vários militares da alta oficialidade das Forças Armadas, durante a manhã de ontem, nos Jardins da Paz. O clima fúnebre estendeu-se ainda pela tarde, com o enterro do único refém morto, o juiz Carlos Giusti Acu¤a, velado no salão Pasos Perdidos, no Palácio da Justiça. Aos três foi reservada a mesma insígnia de herói de um novo Peru.
Nesse novo Peru, a maioria de 84% da população apóia a solução militar em que morreram os três heróis e todos os 14 terroristas. A informação de que duas sequestradoras desarmadas tentaram se render, gritando Não disparem, não impediu que 89% dos peruanos aprovem o desempenho dos comandos.
O presidente Fujimori cruzou com o corpo de Cerpa numa visita à mansão. Tombado na escadaria, já estaria ferido com a explosão que acabou com o jogo de futebol de salão com que se exercitavam. O único refém morto jogou algumas vezes com o time de sequestradores.
Morreram na inevitável confrontação contra um inimigo cruel e fanático - disse o presidente Fujimori, no cemitério Jardins da Paz.
Entretanto, a Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos fez uma velada crítica à inevitabilidade da operação. Uma solução não violenta permitiria preservar a vida de todos - reféns, captores e militares - e ainda abriria a perspectiva de que as armas não sejam para sempre a última palavra no Peru.
Restam 14 corpos a enterrar, os dos sequestradores. Ainda há quatro não identificados, muito mutilados e desfigurados.


