Sepultado em Israel o judeu brasileiro morto pela Intifada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de maio de 2001
Marcos Moura e Souza Agência EstadoDe São Paulo 
O israelense de origem brasileira, Arieh Arnaldo Agranionich, assassinado na terça-feira por um grupo palestino autodenominado Brigada Hassan Kadi, foi enterrado ontem em Israel. Agranionich é o primeiro brasileiro a ser morto na Intifada (revolta palestina), iniciada em setembro, em Israel. Ele tinha 48 anos e deixa três filhos: Oren, de 23 anos, Dudu, de 20, e a garota Orian, de 11. Agranionich nasceu em Erexim (RS) e migrou para Israel aos 22 anos e estava casado pela segunda vez.
O grupo palestino que assumiu a autoria do ataque informou que a ação foi uma vingança pela morte do bebê palestino Himan Hejo, de quatro meses, ocorrida na segunda-feira, e pelo assassinato do ativista palestino Hassan Kadi que empresta seu nome ao grupo , na semana passada, em Ramallah.
A comunidade judaica de São Paulo expressou ontem, por meio de notas oficiais e declarações à imprensa, seu pesar pela morte de Agranionich. O encarregado do Departamento de Informação do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Ilan Sztulman, afirmou à AE que Agranionich cumpria um turno de vigilância numa fazenda próxima do assentamento de Itamar, na Cisjordânia, antes de seu corpo ser encontrado numa colina da região. Ele foi alvejado por disparos de fuzil Kalashnikov e o fuzil M-16 que levava foi roubado por seus assassinos.
Em 1978, meu pai foi a primeira pessoa a mudar-se para Ariel (assentamento judaico da Cisjordânia), disse Oren, filho mais velho de Agranionich. Quando a comunidade começou a crescer, meu pai decidiu mudar-se para um local mais isolado em Samaria. Há apenas duas semanas chegamos a Maaleh Yisrael (perto do local do atentado).


