Separatistas reúnem 10 mil no Timor Leste
Ian Timberlake
France Presse
De Dili, Timor Leste
Mais de 10 mil partidários da independência no Timor Leste fizeram manifestação nesta quarta-feira na capital da ex-colônia portuguesa, ao mesmo tempo em que a Indonésia levava uma advertência da ONU por causa da violência das milícias pró-indonésias.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou moção que insiste na necessidade de celebrar, na segunda-feira, o plebiscito no Timor Oriental.
Em Dili, milhares de pessoas se reuniram ante o escritório local do Conselho de Resistência de Timor Leste (CRTO) para ouvir os líderes da independência do território.
Os manifestantes ouviram também um discurso gravado do líder separatista preso, Xanana Gusmão. A multidão dançou e cantou, antes de desfilar pelo centro de Dili, capital do território anexado em 1976 pela Indonésia.
Segundo as estimativas da polícia entregues à Missão da ONU em Timor Oriental (UNAMET), encarregada de vigiar o plebiscito, o número de manifestantes chegava a 10 mil mas, segundo outras fontes, a multidão era maior.
David Ximenes, coordenador do CRTO, conclamou à reconciliação, enquanto Gusmão pediu a união, de sua residência vigilada em Jacarta.
Gusmão pediu também uma anistia-geral para todos os crimes políticos em Timor Leste.
Os 430 mil habitantes de Timor Oriental dirão dia 30, segunda-feira, se querem a independência ou ficar sob soberania da Indonésia.
O aumento da violência no país nos últimos meses, está sendo apontado pela comunidade internacional como forma de intimidar os eleitores para que o território permaneça na Indonésia.
O líder pró-indonésio Tito Batista advertiu que, em caso de vitória dos separatistas, seus partidários poderiam iniciar uma guerra.





