Separatistas pró-Rússia vencem no leste ucraniano
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terça-feira, 04 de novembro de 2014
Folhapress 
São Paulo - Após controversas eleições, os separatistas pró-russos anunciaram nesta segunda-feira a vitória dos líderes rebeldes Alexander Zakharchenko e Igor Plonitsky para chefiar as autodeclaradas repúblicas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, aprofundando a crise na ex-República soviética.
Zakharchenko, de 38 anos, um mineiro eletricista que virou rebelde, recebeu 765.340 votos em Donetsk (79% dos votos). Zakharchenko já é primeiro-ministro da região, cargo que assumiu em agosto. A República Popular de Donetsk e a República Popular de Lugansk não são reconhecidas pela Ucrânia e por seus aliados, como os EUA e a União Europeia.
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou que a votação foi uma "farsa [conduzida] sob a mira de tanques e metralhadoras". Segundo ele, a eleição separatista viola um acordo entre a Ucrânia, os rebeldes e a Rússia, assinado em 5 de setembro, que determina o cessar-fogo na região e passos para alcançar a paz. Os Estados Unidos e a União Europeia também disseram que o pleito contraria o acordo assinado em Minsk.
A Rússia é acusada de apoiar a insurgência no leste, fornecendo armas e tropas aos separatistas, e a expectativa agora é sobre um pronunciamento do presidente russo, Vladimir Putin. Nesta segunda, o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Grigory Karasin, não fez menção formal ao reconhecimento das eleições, mas disse que as lideranças eleitas têm agora um "mandato" para negociar com Kiev.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse, por meio de seu porta-voz, que Berlim considera "incompreensível" que "vozes oficiais russas" estejam discutindo o reconhecimento das eleições. Apesar do acordo de cessar-fogo de setembro, ainda há confrontos entre ucranianos e separatistas ao redor do aeroporto de Donetsk. O conflito já deixou 4 mil mortos.


