Senti o chão tremer, diz londrinense
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terça-feira, 16 de abril de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Londrinenses vivenciaram de perto o pânico gerado pela explosão da bomba na linha de chegada da Maratona de Boston. "Senti o chão tremer e vi as vidraças estourarem. Deu um sentimento de impotência, medo de verdade", contou o triatleta Diego Duarte. Ele estava a aproximadamente 100 metros de distância de onde ocorreu a primeira explosão.
Entre os 23,5 mil competidores, 134 eram brasileiros e quatro residem em Londrina. Eles acompanharam de perto o pior atentado em território norte-americano após o ataque ao World Trade Center. Três pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas nas explosões durante a Maratona de Boston.
Diego Duarte, que é técnico da Duarte Triathlon Team/Gustavo Borges, acompanhava três corredores na prova e o último atleta havia concluído a maratona havia poucos instantes. "O Carlos (Teixeira) tinha passado (pela linha de chegada) com três horas e 58 minutos de prova e a explosão ocorreu com quatro horas e nove minutos. Em questão de minutos virou uma zona, começaram a passar feridos em cadeiras de roda e até em macas. As linhas de metrô pararam, os celulares tiveram sinais cortados", lembrou.
Leandro Fulgêncio, de 29 anos, e a namorada Maíra Sanches, de 24, seguiam para o hotel onde estavam hospedados quando ocorreu o atentado. Ela havia disputado a prova de cinco quilômetros dias antes da maratona e acompanhava o namorado, que completou a corrida em três horas e 12 minutos. "Terminei a prova cerca de uma hora antes da explosão e fiquei esperando o Carlos. Como estava muito frio, resolvi ir ao hotel enquanto o Diego esperava nosso colega cruzar a linha de chegada. No caminho começaram a passar as viaturas dos bombeiros", contou Fulgêncio.
Ele se deu conta do atentado só quando chegou ao hotel, onde viveu momentos de apreensão até receber informações dos amigos. "Eles não estavam com celular, não havia contato, fiquei assustado", disse.
Os quatro londrinenses que viajaram semana passada para a competição pegaram ontem trem de Boston para Nova York.
Depois do atentado a segurança foi reforçada nos grandes centros norte-americanos. "Tem policial por toda a parte", disse Diego Duarte. "Notei o reforço policial nas estações de Boston e daqui de Nova York, inclusive do Exército, além disso cães farejadores", contou Leandro Fulgêncio.


