Senado na Itália aprova reforço de leis antiterror
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sexta-feira, 29 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulo - O Senado italiano aprovou ontem um decreto-lei que irá reforçar as leis antiterrorismo no país. O decreto-lei, adotado no dia 22 de julho pelo Conselho de Ministros, obteve aprovação ontem do Senado, principalmente de centro-direita, mas também alguns grupos de oposição ao governo no premier italiano, Silvio Berlusconi.
O pacote de medidas, que ainda precisará ser analisado e votado na Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor, prevê a extensão do período de detenção preventiva de suspeitos de 12 para 24 horas e a permissão de interrogatórios sem a presença de advogados dos detidos.
Segundo as novas medidas, também serão concedidos vistos de permissão de permanência no país para estrangeiros que colaborarem com as investigações, a expulsão de imigrantes que representem ameaça para a segurança nacional ou sobre quem haja suspeitas fundamentadas de ajuda ou apoio a organizações terroristas.
O Senado, no entanto, aprovou emendas ao texto, que, na versão original, recebeu críticas da oposição, que denunciou violações das liberdades individuais. Entre as limitações aprovadas está também a que permite aos militares realizar detenções e interrogatórios, mas apenas em casos nos quais a ameaça de atentado alcance uma ''gravidade excepcional''.
A Itália tem recebido ameaças de grupos terroristas, que exigem que o país retire os cerca de 3 mil soldados que enviou em junho de 2003 para o Iraque.Na quarta-feira, uma mensagem SMS (mensagem de texto transmitida via telefone celular) circulou em Roma dizendo a quem a recebia que não bebesse água porque era ''perigoso'', o que criou o temor de que o reservatório da cidade tivesse sido contaminado.


