Senado confirma latina na Suprema Corte
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quinta-feira, 06 de agosto de 2009
Folhapress 
Nova York, EUA - A juíza Sonia Sotomayor obteve ontem a aprovação do Senado dos EUA e se tornou a primeira latina e a terceira mulher a integrar a Suprema Corte do país. Sua confirmação foi uma vitória para o presidente Barack Obama, que afirmou que o Senado quebrou uma barreira e que a decisão ajudará a levar os EUA a uma união mais perfeita.
A Suprema Corte é a mais alta instância judiciária do país, encarregada de tratar das questões de maior relevo para a sociedade. Os juízes que integram o órgão têm cargo vitalício.
A confirmação de Sotomayor foi alcançada por 68 votos a favor e 31 contra. O resultado foi obtido após 18 horas de debates ao longo de três dias nesta semana. Na prática, não havia muita dúvida em relação à confirmação do nome da juíza em razão da vantagem numérica dos democratas no Senado. Todos os votos contrários vieram de republicanos, mas ela ainda obteve nove votos favoráveis do partido da oposição.
Obama agradeceu ainda pela votação ter ocorrido a tempo de Sotomayor assumir o cargo quando a Suprema Corte iniciar os próximos trabalhos, no mês de setembro.
Os principais ideais americanos -justiça, igualdade e oportunidade- são os mesmos ideais que fizeram a trajetória única da juíza Sotomayor possível, disse.
Sotomayor é de Nova York, filha de porto-riquenhos, e foi criada em um conjunto habitacional no Bronx. Ela atua como juíza federal desde 1992.
Com esta confirmação, vamos fazer progressos, disse o senador democrata Patrick Leahy, que encabeça a Comissão Judiciária do Senado.
A aprovação também despertou críticas. O líder dos republicanos, Mitch McConnell, disse que considera a juíza uma pessoa com uma história impressionante, mas que não é adequada para o cargo.
Um juiz precisa ser capaz de deixar sua agenda política fora da sala de julgamento. Esse é um teste fundamental, e esse é um teste em que a juíza Sotomayor não passa, afirmou.
Ela foi acusada pelos críticos de ativismo judiciário, o que significa usar decisões nos tribunais para defender políticas específicas em vez de apenas aplicar fielmente a lei.


