São Paulo - O Senado dos Estados Unidos aprovou ontem a indicação de Hillary Clinton para comandar o Departamento de Estado, órgão que conduz a diplomacia americana. Para assumir o cargo, a ex-primeira-dama precisa renunciar à cadeira de senadora por Nova York.
Aprovada na última semana pela Comissão de Assuntos Externos do Senado, a indicação teve de ir a voto no plenário depois que um senador opôs-se, terça-feira, a aprová-la por aclamação. O republicano John Cornyn insistiu em questionar o financiamento por estrangeiros da fundação comandada pelo marido de Hillary, o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).
A lista de doadores da Fundação Clinton, que promove a ação voluntária e o combate à Aids, inclui os governos da Arábia Saudita (US$ 10 e US$ 25 milhões), Noruega (US$ 5 e US$ 10 milhões), Kuwait, Catar, Dubai, Brunei e Omã (até US$ 5 milhões), e Itália, Jamaica e China (US$ 1 milhão).
À frente da diplomacia americana, após oito anos da política de tom unilateral de Bush, Hillary vai lidar com, com a ameaça do terrorismo e de desestabilização do mundo árabe, mas, principalmente, com o restabelecimento da imagem dos Estados Unidos.
Durante as cinco horas antes de audiência, ontem, diante da Comissão de Assuntos Externos do Senado, o primeiro passo para a confirmação, a ex-primeira-dama continuamente referiu-se a Obama e prometeu colocar a sua experiência a serviço do novo presidente. Hillary disse que o uso da força militar pode ser necessário, mas que deve ser o último recurso. (Folhapress)

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