Todas as tentativas do Vaticano para impedir que homossexuais do mundo todo se reunissem em Roma para celebrar a semana do orgulho gay foram inúteis. O grande encontro, chamado de ‘‘gay pride’’, começou no fim de semana e vai até sabado próximo, ponto alto da manifestação, com a passeata pelas ruas do centro histórico da cidade até o Coliseu. Mas os manifestantes ainda não têm a autorização da polícia para se aproximar do monumento símbolo de Roma e também do martírio dos primeiros cristãos, onde o papa celebra a via crucis na Sexta-feira Santa.
‘‘Homossexuais no Coliseu só se for junto com os leões’’, dizia uma das faixas que centenas de simpatizantes do grupo de extrema direita Força Nova exibiram sábado numa passeata de protesto contra a manifestação dos gays. Eles pretendem impedir a todo custo que os manifestantes cheguem ao Coliseu.
Segundo a Anistia Internacional, que participa do evento, em 12 países é prevista a pena de morte para os homossexuais. Entre eles Paquistão, Irã, Kuwait e Líbia. Mas países europeus como a Áustria também proíbem as relações homossexuais aos menores de 18 anos.

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