Moscou - O presidente russo Vladmir Putin conseguiu ontem uma vitória arrasadora no primeiro turno das eleições presidenciais, com 68% dos votos, segundo apuração de 30% dos votos anunciada pela comissão eleitoral. Quase 110 milhões de eleitores estavam aptos para votar na Federação da Rússia. Os eleitores deram um segundo mandato de quatro anos a Putin, ao fim de uma campanha sem suspense.
Segundo os dados, Putin recebeu mais votos do que na eleição de março de 2000, quando teve 52,5% dos votos.
O candidato do Partido Comunista, Nikolai Kharitonov, está em segundo lugar, com 14,7% dos votos. Os votos nulos registraram taxa de 3,7%.
O partido reformista de oposição Yabloko e várias personalidades liberais haviam convocado um boicote à votação.
O atual presidente estava tão confiante de sua vitória que iniciou seu segundo mandato de maneira antecipada, ao mudar o primeiro-ministro do país duas semanas antes das eleições, anunciando um novo ministério para aplicar a política dos próximos quatro anos.
Além disso, durante toda a campanha eleitoral Putin fez apenas dois discursos aos eleitores.
Um total de 340 observadores internacionais da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce) acompanham o escrutínio em várias regiões.
Ontem, candidatos da oposição denunciaram graves pressões sobre os eleitores e manipulações durante a campanha presidencial russa.
''As pressões sobre as pessoas superaram todos os limites'', declarou Glaziev, durante uma entrevista coletiva conjunta com Jakamada.
Por sua vez, altos funcionários do governo dos Estados Unidos manifestaram ontem sua preocupação com o processo eleitoral russo, em particular pela falta de acesso aos meios de comunicação dos cinco candidatos que desafiaram Putin.
''Estamos preocupados com a forma como essa eleição se desenvolve'', disse o secretário de Estado Colin Powell à rede de televisão Fox. ''Os russos precisam entender que para ter uma democracia completa, reconhecida pela comunidade internacional, é preciso permitir a todos os candidatos o mesmo acesso aos meios que o presidente possui'', declarou Powell.
Incêndio Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio histórico ao lado do Kremlin, sede do governo. Até o fechamento desta edição não havia informações sobre mortes ou pessoas feridas.
As chamas no prédio, construído no início do século 19 e que já serviu de garagem para a coleção de veículos do ex-dirigente soviético Leonid Brejnev, atingiram 20 metros de altura e se estendiam por cerca de 500 metros quadrados.

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